O Simples Nacional sempre foi associado à simplificação e à redução da carga tributária para pequenos e médios negócios, como expôs Victor Boris Santos Maciel, tributarista e conselheiro empresarial. No entanto, com a reforma tributária do consumo, este regime passa a exigir uma análise mais cuidadosa, especialmente nas operações entre empresas. Em um ambiente de IBS e CBS, a escolha do regime deixa de ser apenas uma decisão fiscal e passa a influenciar diretamente a competitividade, a margem e a posição da empresa na cadeia de valor.
No contexto B2B, o impacto do crédito tributário ganha protagonismo. Empresas que ignorarem esse fator podem perder espaço no mercado, mesmo mantendo preços aparentemente competitivos. Venha conhecer mais do mercado B2B no artigo a seguir!
O Simples Nacional dentro da lógica da reforma tributária
A reforma tributária preserva o Simples Nacional, mas altera significativamente o ambiente em que ele se insere. O novo sistema de não cumulatividade amplia a importância do crédito tributário nas relações entre empresas, o que muda a forma como os clientes avaliam seus fornecedores.

Embora o Simples continue oferecendo simplificação no recolhimento, sua interação com o IBS e a CBS exige atenção, isso porque, como alude Victor Boris Santos Maciel, a forma como o tributo é destacado e apropriado ao longo da cadeia passa a ser um elemento relevante na tomada de decisão empresarial, especialmente em setores com forte integração B2B.
Crédito limitado e efeito na cadeia B2B
Nas operações entre empresas, o crédito tributário funciona como um fator econômico direto, explica o consultor em gestão e resultados empresariais Victor Boris Santos Maciel, e quando o fornecedor não permite a apropriação plena de crédito, o custo tributário se incorpora ao preço final da operação, afetando a competitividade do cliente.
Nesse cenário, empresas enquadradas no Simples podem ser comparadas não apenas pelo preço nominal, mas pela eficiência tributária que entregam à cadeia. A limitação ou ausência de crédito pode se transformar em desvantagem competitiva, mesmo quando o fornecedor mantém uma estrutura de custos aparentemente menor.
Margem, preço e percepção de valor
Segundo Victor Boris Santos Maciel, a reforma tributária amplia a necessidade de alinhar margem, preço e percepção de valor. Por isso, em operações B2B, o cliente passa a avaliar o impacto tributário total da transação, e não apenas o valor cobrado pelo fornecedor.
Empresas do Simples que não compreendem esse movimento correm o risco de ver sua margem pressionada ou de perder contratos para concorrentes que ofereçam melhor aproveitamento de crédito. A competitividade deixa de ser definida apenas pelo preço e passa a incorporar elementos fiscais e financeiros mais sofisticados.
Permanecer, migrar ou adotar estratégia híbrida
Diante desse novo contexto, a permanência no Simples Nacional deixa de ser uma decisão automática. Em alguns casos, o regime continuará sendo vantajoso. Em outros, a migração para regimes distintos ou a adoção de estratégias híbridas pode se mostrar mais eficiente do ponto de vista econômico e competitivo.
Essa decisão não pode ser baseada em percepções genéricas, destaca o especialista em planejamento tributário e estratégia empresarial, Victor Boris Santos Maciel, ela exige análise das operações, do perfil dos clientes, da estrutura de custos e do impacto do crédito tributário na formação de preços e margens.
Compreender para crescer e organizar
A reforma tributária redefine o papel do Simples Nacional nas relações entre empresas. O que antes era sinônimo de simplicidade pode, em determinados contextos, se tornar um fator de perda de competitividade. Entender quando o regime favorece e quando compromete o negócio é essencial para preservar margem, contratos e posição de mercado.
Tal como considera e resume Victor Boris Santos Maciel, em um ambiente tributário mais transparente e orientado por crédito, decisões baseadas em dados, diagnóstico e estratégia deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos para a sobrevivência e o crescimento empresarial.
Autor: Mikhail Dimitri
