Federação apresenta cerca de 25 nomes para governo, Senado, Câmara e Assembleia Legislativa em convenção realizada em Campo Grande

A Federação Psol-Rede confirmou, neste sábado, os nomes que vão representar a legenda nas eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul. O ato político, realizado no Hotel Buriti, em Campo Grande, reuniu filiados de diversas regiões do estado para oficializar uma chapa que, segundo os próprios organizadores, busca refletir a diversidade da população sul-mato-grossense. Para quem acompanha a política estadual a partir de Corumbá, o anúncio tem peso direto, já que os cargos disputados, governo, Senado e as duas casas legislativas, afetam diretamente decisões que impactam o Pantanal e a região de fronteira com a Bolívia.

Ao todo, foram apresentadas cerca de 25 candidaturas, distribuídas entre a chapa majoritária e os cargos proporcionais. Lucien Roberto Garcia de Rezende, presidente estadual do PSOL e pequeno produtor rural com cerca de duas décadas de militância política, foi confirmado como candidato ao governo do estado. Ele terá como vice Kaelly Virginia de Oliveira Saraiva, enfermeira e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) no campus de Três Lagoas, que representa a região da Costa Leste dentro da chapa.

Como ficou a composição da chapa majoritária e proporcional

Para o Senado Federal, a federação escolheu Beto do Movimento como candidato titular, tendo Elizangela Tiago da Maia como primeira suplente e Francisca Katia Bastos Pereira como segunda suplente. Já para a disputa proporcional, o partido definiu dez candidaturas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, sendo seis homens e quatro mulheres, além de nove candidaturas para a Câmara dos Deputados, com cinco mulheres e quatro homens. A distribuição busca equilíbrio de gênero dentro da legenda, algo que a própria federação fez questão de destacar durante o evento.

Durante a convenção, Lucien Rezende afirmou que a chapa reúne representantes de povos indígenas, da população negra, pessoas trans e mulheres, com o objetivo declarado de ampliar a representatividade nas eleições deste ano. Em declaração sobre a composição da lista, o candidato ao governo destacou que a federação não tem candidato laranja e que busca espaço igualitário para diferentes grupos sociais. A fala reforça o discurso que o partido tem levado às diferentes regiões do estado durante o período de pré-campanha.

No plano nacional, a Federação Psol-Rede confirmou apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seguindo orientação definida pela executiva nacional da sigla. Segundo Beto do Movimento, candidato ao Senado, a legenda pretende manter no centro do debate estadual pautas como a oposição à jornada de trabalho conhecida como 6 por 1, além da defesa da reforma agrária e do fortalecimento da agricultura familiar, temas que dialogam diretamente com boa parte do eleitorado do interior de Mato Grosso do Sul, incluindo produtores da região pantaneira.

O que esperar da disputa pelo governo do estado até outubro

A confirmação da chapa do PSOL-Rede acontece em meio a uma movimentação mais ampla no tabuleiro político estadual. No mesmo fim de semana, o ex-deputado federal Fábio Trad, do PT, também teve seu nome homologado para a disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul, desta vez pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A convenção de Trad aconteceu na Fetems, também em Campo Grande, e teve Gilda Maria dos Santos como candidata a vice-governadora na chapa de oposição.

Com esses dois lançamentos ocorrendo no mesmo período, fica mais claro o desenho da disputa que vai se consolidar nos próximos meses até a votação de outubro. Mato Grosso do Sul tem pouco mais de dois milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar nas eleições gerais deste ano, um contingente que inclui moradores de Corumbá, Ladário e das demais cidades da região pantaneira, cujos votos costumam pesar especialmente nas disputas para deputado estadual e federal.

Para o eleitor de Corumbá, acompanhar essas convenções partidárias ao longo dos próximos meses ajuda a entender melhor as propostas que estarão em jogo na urna, já que decisões tomadas pelo próximo governo estadual e pelos parlamentares eleitos têm efeito direto sobre temas caros à região, como investimentos em infraestrutura de fronteira, políticas de preservação do Pantanal e apoio à pecuária e à pesca, atividades econômicas centrais no município.

Nas próximas semanas, outras legendas e federações também devem realizar suas convenções estaduais, complementando o quadro de candidaturas que disputarão o governo, o Senado e as vagas legislativas em outubro. O período de definição de coligações e federações segue o calendário eleitoral oficial, e novos nomes devem ser confirmados à medida que os partidos avançam em suas articulações internas pelo estado.

Fontes:
Correio de Corumbá | Diário Digital | Correio do Estado

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