Displays, totens, placas e expositores precisam chamar atenção do consumidor e resistir ao manuseio constante nas lojas, e Elias Assum Sabbag Junior, especialista em embalagens plásticas, avalia que essa dupla exigência explica o avanço do plástico corrugado nos materiais de ponto de venda. Peças de papelão podem apresentar perda de forma com o aumento da umidade e do contato, ao passo que materiais mais rígidos e pesados implicam em custos adicionais para a produção e o transporte em campanhas temporárias.

O plástico corrugado ocupa uma posição intermediária entre essas alternativas. O material é leve, impermeável e de fácil corte, permitindo a produção de peças de comunicação visual que mantêm a estrutura durante toda a campanha. Além disso, pode ser transportado e montado sem a necessidade de equipamentos especiais. A funcionalidade de impressão direta sobre a chapa complementa o conjunto e amplia as opções criativas para marcas e agências.

O impacto da chapa ultralisa na qualidade da impressão

A superfície da chapa é crucial para o resultado visual da peça de ponto de venda. Em chapas convencionais, as nervuras internas podem aparecer levemente na face externa, formando linhas que interferem em imagens de alta definição e em áreas de cor chapada.

A chapa ultralisa foi desenvolvida com o propósito de mitigar tal efeito. Com acabamento superficial mais uniforme, a impressão apresenta melhor definição de cores e textos, se aproximando do resultado obtido em substratos rígidos tradicionais, mantendo a leveza característica do plástico corrugado.

Diante do exposto, Elias Assum Sabbag Junior afirma que a escolha da chapa deve levar em conta a distância de leitura da peça. Materiais observados em detalhes, como displays de balcão e expositores de gôndola, exigem uma superfície mais sofisticada. Por outro lado, placas de sinalização observadas de longe podem apresentar um acabamento menos preciso, sem comprometer a comunicação.

O comportamento do material no ambiente da loja também é um fator relevante. Dada a sua natureza impermeável, o polipropileno confere às peças resistência à limpeza do piso, à umidade de áreas refrigeradas e ao uso em espaços externos. Em contraposição, o papelão é suscetível à deformação e ao manchamento em tais condições.

Elias Assum Sabbag Junior
Elias Assum Sabbag Junior

Durabilidade, logística e reaproveitamento das peças

A distribuição de grandes quantidades de peças para diversas lojas simultaneamente constitui uma etapa fundamental das campanhas do ponto de venda. A leveza do plástico corrugado reduz o peso transportado, e a possibilidade de produzir estruturas dobráveis ou de encaixe facilita o envio em formato plano e a montagem no local.

O empresário Elias Assum Sabbag Junior ressalta que a durabilidade do material permite o reaproveitamento das estruturas. Em expositores com troca periódica de comunicação, a base pode ser mantida e apenas os painéis impressos substituídos, reduzindo o volume de material descartado a cada nova campanha.

Esse modelo demanda planejamento desde a fase de concepção da peça. Encaixes padronizados, painéis com dimensões recorrentes e estruturas que suportem várias montagens e desmontagens permitem que o mesmo expositor receba comunicações diferentes ao longo do ano. Segundo Elias Assum Sabbag Junior, é fundamental incluir a preocupação com o reaproveitamento já na fase de projeto, visando assim garantir a durabilidade do material e viabilizar uma economia efetiva durante a operação de trade marketing.

Ao final do uso, as peças podem ser encaminhadas à reciclagem, já que o polipropileno é reciclável. Para marcas que buscam reduzir o impacto ambiental de suas ações promocionais, essa característica soma-se à durabilidade como argumento técnico na escolha do material, sobretudo em ações com grande número de lojas participantes.

Comunicação visual que resiste ao uso real

A presença do plástico corrugado no ponto de venda decorre da combinação entre boa superfície de impressão, resistência ao ambiente da loja e facilidade logística. A tecnologia da chapa ultralisa ampliou tais possibilidades ao aproximar a qualidade visual do material daquela obtida em substratos mais pesados e onerosos.

A experiência de Elias Assum Sabbag Junior com embalagens plásticas corrobora a importância do ajuste entre material, formato da peça e tempo de exposição previsto para a obtenção do melhor resultado. Quando esses fatores são considerados no projeto, o expositor preserva a aparência do primeiro ao último dia da campanha e pode ter parte de sua estrutura reaproveitada nas ações seguintes.

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