Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, acompanha de perto as transformações que vêm redesenhando o cotidiano escolar e observa que as metodologias ativas deixaram de ser tendência para se tornarem necessidade pedagógica. Em um cenário marcado por mudanças no perfil dos estudantes, avanços tecnológicos e novas demandas sociais, repensar o formato das aulas tornou-se fundamental.
Ao longo deste artigo, será explicado o que são metodologias ativas, quais modelos vêm sendo mais utilizados, como elas alteram o papel do professor e do aluno e de que forma podem contribuir para aulas mais engajadoras, significativas e alinhadas aos desafios educacionais atuais.
O que são metodologias ativas e por que elas ganharam destaque?
Metodologias ativas são abordagens pedagógicas que colocam o estudante como protagonista do processo de aprendizagem. Diferentemente do modelo tradicional, centrado na transmissão de conteúdo, essas metodologias estimulam a participação ativa, a investigação, a colaboração e a aplicação prática do conhecimento.

Elas ganharam destaque porque respondem a um desafio concreto das escolas: manter o engajamento dos alunos e promover aprendizagem significativa. Dessa forma, Sergio Bento de Araujo expõe que em vez de aulas expositivas longas e passivas, as metodologias ativas propõem experiências que exigem reflexão, tomada de decisão e resolução de problemas.
Esse movimento não representa uma ruptura com o ensino de qualidade, mas uma evolução necessária. O conteúdo continua sendo fundamental, porém passa a ser trabalhado de forma contextualizada, conectada à realidade dos estudantes e às competências exigidas para o século XXI.
Quais são as principais metodologias ativas utilizadas nas escolas?
Existem diversas metodologias ativas aplicáveis à educação básica, ao ensino médio e à educação de jovens e adultos. Entre as mais conhecidas estão a aprendizagem baseada em projetos, a aprendizagem baseada em problemas, a sala de aula invertida, os estudos de caso e a rotação por estações.
Cada metodologia possui características próprias e pode ser utilizada conforme o objetivo pedagógico. Projetos favorecem interdisciplinaridade e autonomia, enquanto problemas e estudos de caso estimulam o pensamento crítico e a aplicação prática dos conceitos. A sala de aula invertida reorganiza o tempo, reservando o espaço presencial para debates e atividades práticas.
Segundo Sergio Bento de Araujo, o ponto central não é escolher uma metodologia da moda, mas compreender o contexto da escola, o perfil dos alunos e os objetivos de aprendizagem. A combinação equilibrada de estratégias tende a gerar melhores resultados do que a adoção isolada de um único modelo.
Como as metodologias ativas transformam o papel do professor?
Com a adoção de metodologias ativas, o professor deixa de ser apenas transmissor de conteúdo e assume o papel de mediador da aprendizagem, ressalta Sergio Bento de Araujo. Ele passa a planejar experiências, orientar percursos, estimular questionamentos e acompanhar o desenvolvimento dos alunos de forma mais próxima.
Essa mudança exige preparo e segurança pedagógica. O professor precisa dominar o conteúdo, mas também desenvolver habilidades de organização, escuta e avaliação contínua. A aula torna-se mais dinâmica, e o planejamento ganha ainda mais importância.
De que forma os alunos se beneficiam desse novo modelo de aula?
Os alunos se beneficiam porque passam a participar ativamente da construção do conhecimento. Eles desenvolvem autonomia, responsabilidade, capacidade de argumentação e colaboração, além de habilidades socioemocionais fundamentais para a vida acadêmica e profissional.
Ao trabalhar com situações reais ou simuladas, os estudantes conseguem perceber sentido no que aprendem, evidencia o empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo. Isso aumenta a motivação, reduz a evasão e contribui para uma aprendizagem mais duradoura. O erro deixa de ser visto como fracasso e passa a ser parte do processo.
Esse modelo favorece não apenas o desempenho acadêmico, mas também a formação integral do estudante. A escola se torna um espaço mais conectado com a realidade, preparando o aluno para lidar com desafios complexos de forma ética e criativa.
Como implementar metodologias ativas sem perder organização e resultados?
A implementação das metodologias ativas deve ser planejada e gradual. É fundamental alinhar a proposta pedagógica, oferecer formação contínua aos professores e definir critérios claros de avaliação. A falta de planejamento pode gerar sensação de desorganização e comprometer os objetivos educacionais.
Outro ponto essencial é o acompanhamento dos resultados. Indicadores de aprendizagem, engajamento e participação ajudam a avaliar se as metodologias estão cumprindo seu papel. Ajustes ao longo do caminho fazem parte do processo de amadurecimento institucional.
Sergio Bento de Araujo conclui assim que metodologias ativas não são improvisação. Quando aplicadas com critério, elas fortalecem a organização escolar, promovem inovação responsável e contribuem para uma educação mais relevante, humana e alinhada às transformações da sociedade contemporânea.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
