Como observa o Dr. Haeckel Cabral, riscos cirúrgicos são uma preocupação legítima para quem pensa em operar, porque segurança não depende apenas da técnica, mas do conjunto entre avaliação, equipe e estrutura. Entender quais riscos existem, como eles são identificados antes do procedimento e o que muda no plano quando algum fator merece atenção. Se você quer tomar uma decisão mais segura e entrar em consulta com perguntas certas, agende uma avaliação e siga a leitura.
O que são e por que variam entre pessoas?
Riscos cirúrgicos são possibilidades de intercorrências relacionadas à cirurgia, à anestesia e ao período de recuperação. Em linhas gerais, eles variam conforme três dimensões: O paciente, o procedimento e o contexto onde a cirurgia acontece. Isso explica por que duas pessoas podem operar a mesma técnica e ter experiências diferentes.
Fatores como idade, comorbidades, histórico de trombose, tabagismo, obesidade, apneia do sono, uso de medicações e até padrão de cicatrização influenciam o risco. Do lado do procedimento, tempo cirúrgico, extensão de descolamento, volume de lipoaspiração, associação de cirurgias e necessidade de reposicionamento tecidual aumentam ou reduzem exigências do organismo. O conceito de “cirurgia segura” não é abstrato: Ele é construído a partir do encaixe entre esses elementos.
Como são mapeados na avaliação pré-operatória?
No entendimento do Dr. Haeckel Cabral, o mapeamento começa na consulta, não no centro cirúrgico. Tendo como referência uma avaliação responsável, o primeiro passo é uma anamnese detalhada: doenças prévias, cirurgias anteriores, alergias, eventos anestésicos, uso de hormônios, anticoagulantes, suplementos, hábitos de álcool e tabaco, além de sintomas respiratórios e cardiovasculares.
Em seguida, o exame físico direciona o raciocínio. Ele avalia pressão arterial, índice de massa corporal, sinais de insuficiência venosa, condição da pele, distribuição de gordura e flacidez, o que ajuda a estimar tempo cirúrgico e extensão do procedimento. À vista disso, os exames pré-operatórios entram como complemento, não como substituto da consulta: eles confirmam se há anemia, alterações metabólicas, disfunções renais, distúrbios de coagulação quando indicados e necessidade de avaliação cardiológica em perfis específicos.

Como são reduzidos no planejamento do procedimento?
Como comenta o Dr. Haeckel Cabral, reduzir riscos não significa “zerar” possibilidades, e sim controlar variáveis. Em harmonia com essa lógica, o planejamento envolve escolhas concretas: Técnica apropriada para o seu caso, extensão cirúrgica coerente, tempo operatório bem estimado e, quando necessário, dividir objetivos em etapas para evitar sobrecarga fisiológica.
Uma das decisões mais importantes é evitar combinações que aumentem o tempo cirúrgico sem benefício real. Outra é escolher estratégias de menor tensão em áreas de cicatrização sensível, o que reduz risco de deiscência, seroma e cicatriz alargada. Além disso, ajustes clínicos antes da cirurgia fazem diferença: controlar pressão e glicemia, suspender tabagismo, revisar medicações que aumentam sangramento e corrigir deficiências nutricionais quando existem.
Segurança no centro cirúrgico e na anestesia
O ambiente cirúrgico é um fator de risco ou de proteção. Portanto, segurança se apoia em estrutura adequada, equipe treinada e protocolos. Checklists, confirmação de paciente, procedimento e lateralidade, checagem de alergias e revisão do plano anestésico reduzem erros evitáveis. Da mesma forma, monitorização contínua durante anestesia e no pós-operatório imediato permite detectar alterações cedo, antes que virem complicações maiores.
Em síntese, a anestesia é um componente essencial do controle de risco. Ela inclui escolha da técnica anestésica adequada, controle de dor e náuseas, manejo de temperatura e reposição de líquidos quando necessário. Como pontua o Dr. Haeckel Cabral, não existe cirurgia “simples” sem uma anestesia bem planejada, porque a estabilidade do paciente é o que permite executar a técnica com calma e precisão.
Recuperação e o papel do acompanhamento
A recuperação é parte do tratamento, não um período passivo. Recuperação: inchaço, hematomas e desconforto moderado são comuns em muitos procedimentos, porém o acompanhamento é o que diferencia evolução esperada de sinal de alerta. Por conseguinte, retornos programados ajudam a identificar precocemente seroma, infecção, hematoma, alterações de cicatriz e sinais circulatórios que exigem avaliação imediata.
Também é importante entender que riscos não se resumem ao “durante a cirurgia”. Há riscos relacionados à mobilidade, hidratação e retorno precoce a esforço. Assim sendo, aderir às orientações de repouso relativo, caminhar no tempo adequado e respeitar limites de atividade física reduz intercorrências e melhora a qualidade do resultado.
Mapeamento e redução
Como sintetiza o Dr. Haeckel Cabral, riscos cirúrgicos são mapeados por uma combinação de consulta detalhada, exame físico, exames complementares quando indicados e análise do procedimento planejado. Eles são reduzidos por decisões técnicas e clínicas que controlam tempo cirúrgico, extensão da cirurgia, condições de saúde e estrutura de suporte, além de acompanhamento cuidadoso na recuperação.
Autor: Mikhail Dimitri
